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Atoleiros na BR 163 preocupam produtores de soja

Publicado em 7 de fevereiro de 2018

O transporte de grãos em direção aos portos da região Norte do país está sendo prejudicado mais uma vez pelas péssimas condições da BR 163. A situação mais crítica ocorre no município de Novo progresso (PA), onde cerca de três mil caminhões carregados de grãos da safra 2017/2018, a maior parte oriundas de Mato Grosso, estão parados na lama por falta de condições de trafegabilidade.

Conforme informações do coordenador do Movimento Pró-Logística, Edeon Vaz, os reparos nos trechos da rodovia estão sendo feitos pelo Exército, que assumiu a obra após a desistência de duas empreiteiras que haviam sido contratadas pelo Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes (Dnit).

De acordo com o presidente da Associação Brasileira dos Produtores de Soja (Aprosoja Brasil), Marcos da Rosa, o congestionamento se deve ao fato de o calendário do Exército para a execução da obra não coincidir com o período de chuvas na região.

?Quando o Exército conseguiu se mobilizar com maquinários na estrada, ocorreram chuvas acumuladas de 400 a 600 milímetros em apenas cinco dias. Além disso, o trecho em obras é parte da serra que é íngreme, o que acabou atrapalhando a passagem das carretas. Apesar de as providências terem sido tomadas, é uma situação preocupa a Aprosoja Brasil?, afirmou.

Veículos de tração estão auxiliando os caminhoneiros a saírem do atoleiro. A fila de caminhões já passa de 30 quilômetros no trecho paraense da estrada e o Dnit está fazendo bloqueios em trechos da BR 163 para evitar o acúmulo de carretas. As intervenções na rodovia também atingem caminhões sem carga que descem em direção a Mato Grosso.

De acordo com o vice-prefeito de Novo Progresso, Gelson Dill, parte da rodovia foi liberada para a passagem de cerca de 500 caminhões no início desta semana. Parados há quase uma semana ao longo da BR 163, caminhoneiros têm utilizado as redes sociais para fazer relatos de falta de água e de alimentos enquanto aguardam a liberação a pista.

Texto e edição: Aprosoja Brasil (61) 3551.1640

www.aprosojabrasil.com.br